quinta-feira, 6 de agosto de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Por Carlos Ferreira
Nesse período, em que o Brasil tinha como representante um português, Frei Caneca edita seu jornal, o Tifis Pernambucano. O periódico circulou apenas de 1823 a 1824, mas teve grande importância nessa discussão sobre o “Brasil independente”.
Segundo a professora Cida Ruiz, que ministra aulas de roteiro para teledramaturgia, história do Jornalismo e orienta os projetos de TCC no curso de Rádio e TV da Universidade Metodista, as atividades daquela época tiveram grande importância com o jornalismo de idéias “Na região do Nordeste, que era de grande relevância para o país naquela época, os jornais contestaram o autoritarismo de Dom Pedro e o acusaram de ceder regalias a Portugal”, conta Cida.
O primeiro exemplar do Tifis Pernambucano, o jornal de Caneca, foi lançado no natal de 1823 com a notícia da dissolução da Assembléia Constituinte. Dom Pedro I criou a Constituição de 1824, onde deixava claros os propósitos liberais, mas também dava direito ao príncipe de se mostrar.“Nessa época foi criado o quarto poder, o Moderador, onde Dom Pedro I tinha direitos como o Judiciário, o Executivo e o Legislativo”, diz Cida.
Frei Caneca, após escrever suas críticas ao governo no Tifis, se juntou a Confederação do Equador, que lutava contra a dominação do império. Nesse movimento ele encontrou seu fim.
Foi interrogado e acusado de disseminação de déias contra a boa ordem. Acabou morto em 13 de janeiro de 1825, com tiros de fuzil, após três pessoas se recusarem a enforcá-lo e um soldado passar mal antes do fuzilamento.
domingo, 15 de março de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Oi!!!! Pois é faz bastante tempo que não escrevo nada aqui... então resolvi atualizar o blog.... até mais!!! Irei a passar a virada do ano na Praia do Sono, espero voltar com bastante novidades... Até mais!!!!!! Esse texto foi uma coluna que fiz para a Revista Humanize... projeto experimental realizado na USJT!!!
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Sociedade na Desigualdade
Interlagos
Quando escutamos esse nome, logo vem a nossa mente a Formula 1, carros incríveis, muito dinheiro, tecnologia... Porém parece que esquecemos que se trata de um bairro localizado na cidade de São Paulo. Fome, pobreza, roubos, péssimas condições de trabalho, desemprego, dificuldade ao acesso à cultura, má qualidade na educação, pessoas sem as necessidades mínimas para a sobrevivência. Essa é a realidade que permeia os arredores do autódromo, essa é a vida que os moradores da Favela de Interlagos possuem. Alguns casos nos mostram que por vezes essas realidades se cruzam...
28 de março de 2001
Piloto leva garoto da favela para dentro do cockpit
O piloto Tarso Marques, ofereceu a um dos meninos que moram na Favela da Paz uma oportunidade que surge para poucos. Entrar em um carro da Formula 1. Como existem muitas crianças pobres nas redondezas do autódromo é natural que existam apaixonados pelo esporte que não podem acompanhá-lo de perto, era o caso desse menino, que não teve a identidade revelada.
04 de maio de 2007
20 de Outubro de 2007
Arrastão no autódromo de Interlagos
Um grupo de 15 jovens realizaram um arrastão onde levaram além de objetos de valor e dinheiro os ingresso de algumas pessoas que iriam acompanhar o Grande Premio de F1 daquele ano. Após a prisão de alguns dos menores que realizaram o arrastão, foi confirmado que eles eram da Favela da Paz, situada ao redor do autódromo.
A desigualdade se mostra a todos os instantes, basta observamos com um pouco mais de atenção, o intuito dessa coluna é esse, trazer mensalmente as desigualdades e onde elas acontecem. A principal vontade é que algo seja feito para mudar a realidade das pessoas que necessitam, você ficar sabendo o que acontece é o primeiro passo.
domingo, 16 de novembro de 2008
Veja uma nova forma de encarar a realidade. Conheça Luíza
Por Carlos Ferreira
- Você escuta vozes?
- Não. – Esse médico não tá me avaliando direito.
- Como você está?
- Bem. – Eu estou me sentindo bem, realmente.
- Quer uma licença pra ir pra casa?
- Sim. – Só isso? Vou pra minha casa depois de oito meses.
Meu problema começa, no meu trabalho. Tava tudo bem... Até hoje... Trabalho nessa seguradora faz uns sete anos... Mas hoje quando cheguei, minha mesa tinha ido para outro lugar... Fui encaminhada para a área de sinistro... E não me avisaram nada... Só me mudaram de lugar.
Não sei bem como começou esse problema... Mas quando me mudaram de lugar, várias coisas começaram a acontecer... Fui assaltada, conversei com um médico depois, ele me disse que tive síndrome do pânico... Dormi em banco de praça... Tive depressão... Pedi demissão... Sou analista de organização e métodos, mexo com números, um trabalho muito complicado... É muita lógica... Sempre precisei trabalhar muito com a capacidade máxima das empresas... Às vezes a empresa tem muito recurso e produz pouco... Isso é porque falta uma pessoa que veja o horizonte... Pra fazer a empresa crescer precisa de visão... Trabalhava até ontem com planejamento.
Hoje não tenho apoio da minha família, eles acham que não sou doente... Meu pai e minha mãe não me vêem como uma doente... Não aceitam que estou doente... Tentei passar na Fuvest, tentei engenharia, mas não consegui... Fiz cursinho durante dois anos... Depois fiz matemática na São Judas... O curso era novo... Perto da minha casa... Passei e me formei... Estudei cinco anos.
Casa de saúde de Santana
Tem muita gente aqui para pouco espaço, as camas estão até a cozinha, à higiene aqui é pouca... Acho que tem mais de cem pessoas aqui... É muito pequeno, tem muita gente... E de novo o médico perguntou se escuto vozes.. Esse remédio não me faz bem...
- Eu queria um sabonete – quero tomar banho!
- Não damos. Aqui você tem que trazer
Nesse hospital não fui bem recebida... Nem sabonetes eles me deram... Tenho que comprar... Tudo aqui tem que comprar... E a clinica é chic... Um hospital particular... Ainda bem que esse hospital foi fechado logo que sai de lá... Eram três casas com mais de cem pessoas... Muita gente... Esse remédio Ardol acaba comigo... Lá eles me deram desse remédio... O Fenergan também.
Hospital Psiquiátrico Ermelino Matarazzo
Aqui resolveram meu problema, estou curada, o médico trocou meu remédio, estou bem melhor... Só não sei qual é o nome desse remédio que eu tomo... Não tomo mais Ardol... Fiquei feliz... Aqui participei de uma inauguração... A prefeita Erundina estava presente... Fiz um discurso... Esse discurso ficou com a prefeita... Ela gostou... Voltarei para casa... Meu irmão está lá me esperando... Estou aqui há apenas dois meses e já vou embora... Estou curada!
1º andar de um apartamento qualquer
Voltei pra casa... Estamos apenas eu e meu irmão... Não recebemos muitas visitas e também não saímos muito de casa... Meus pais não estão mais vivos... Minha mãe faleceu em 89 e meu pai em 97... Mas eles não me viam como doente... Não sabiam que estava doente... Moro no primeiro andar... Aqui é quieto... Eu e meu irmão estamos juntos... Os vizinhos arrombaram a porta do nosso apartamento... Estamos deitados... Ajuntamos materiais recicláveis... Colocamos em casa... Nossos familiares não falam conosco... Não tenho o apoio que deveria ter da minha família... Os vizinhos perceberam que não recebíamos visitas... Quiseram nos ajudar... Não sabiam o que estavam fazendo direito... Chamaram médicos.
- Nós vamos encaminhar vocês dois para um hospital.
- Sim. – Estamos, eu e meu irmão, indo para outro hospital, esses moços não estão nos fazendo mal... Não sei exatamente o que eles estão dizendo... Mas iremos sem problemas... Não vamos complicar... Eles querem nos ajudar... Vamos Eduardo...
Hospital Tatuapé
Colocaram nossas macas no chão, eu e meu irmão estamos em um novo hospital... Aqui tem uma grade na janela... Parece que estamos trancados... Só tem uma brecha pra alguém falar com a gente... Ficamos todo o tempo trancados por fora... Aqui também tem muita gente... Um senhor está quebrando o teto de gesso com a maca, não quer ficar trancado... Esse remédio... Ele não me faz muito bem, quero tomar o remédio que o médico do Ermelino me passou... Esse remédio me faz mal... Ardol de novo...
- Vocês dois serão transferidos
- Sim. – Vamos para um novo hospital
Em um hospital qualquer
Aqui é muito tranqüilo... A higiene aqui é muito boa, o hospital mais limpo que já fiquei... A dificuldade aqui é falar... Outra coisa que eu reclamo é que os médicos não têm o histórico do paciente... Acho que isso é importante... Quando eu sair daqui vou fazer uma reclamação, precisamos de um histórico... Daqui a algumas semanas vou sair daqui... Meu irmão não está mais comigo, morreu de um câncer no esôfago... Quero voltar a trabalhar... Minha família agora vai me dar apoio... Vou voltar para minha casa... Vou voltar a trabalhar... Talvez volte a estudar... Aquela faculdade de agronomia que queria fazer... Vou me especializar... Quero me especializar mais.
Quero trabalhar... Quero que o médico troque meu remédio... Esse remédio não me faz muito mal... Mas mexe com minhas idéias... Não consigo ficar em uma mesa de reunião... Terei que deixar tudo escrito... Vou voltar pra casa... Minha cunhada e minha tia agora vão me ajudar... Terei o apoio da família que antes eu não tinha... Vou morar no mesmo lugar que morava... Meu apartamento... Minha cunhada e minha tia reformaram... Querem me fazer uma surpresa...
Estou triste de ir embora... Aqui eu conheci bastante gente legal... Estava cozinhando hoje... Fiz macarrão e frango... Aqui nós fazemos tudo... Lavamos nossas roupas... As monitoras nos ajudam... Aqui eu moro numa casa.... É organizado... Mas na biblioteca poderia ter alguns livros mais leves... Só tem livros teóricos universitários... Isso é uma leitura muito pesada... A parte que mais gosto daqui é a ala feminina... Não passei por lá... Meu caso não era tão grave... Mas eu gosto de lá... Lá é bonito... Vou sentir saudade... Agora tenho que conseguir uma licença para trabalhar no parque da água branca... Faço crochê... Meu trabalho aqui é bem valorizado... Tenho encomendas... Também vou participar de um concurso de poesia... O título será A FACE... Vou para casa semana que vem.
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Essas foram as internações que Luíza* foi submetida. Há aproximadamente 21 anos, ela entra e sai de hospitais psiquiátricos, durante esse período, perdeu seus pais e irmão, que também foi internado no último hospital junto com ela e faleceu por conta de um câncer no esôfago.
Luíza sofre de transtornos psicológicos. Matemática, formada em 1982 em pela Universidade São Judas Tadeu, hoje é dona de um discurso forte e tranqüilo, porém fragmentado, o que às vezes deixam as coisas um pouco subjetivas.
Para a equipe do hospital que a acompanha, Luíza é uma paciente prestes a receber alta, é uma amiga, uma pessoa que foi internada de maneira indevida, que não recebeu apoio da família e que hoje tem tudo para melhorar sua vida. Para sociedade Luíza é uma interna de um hospital psiquiátrico, popularmente chamada de louca, mas aqui Luíza na verdade se tornou uma protagonista e contou sua história, da sua forma, para quem deseja escutá-la.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Pânico, terror, euforia e desconfiança
Pois é gente... esta é uma pequena analise da crise financeira que está acontecendo no nosso mundo... espero que tenha conseguido dar uma breve explicação... até mais!!!!!
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Pânico, terror, euforia e desconfiança
Estas foram as reações do mundo, a crise originária das hipotecas americanas se espalhou, veja o que está acontecendo e quais serão as conseqüências deste caos financeiro.
Carlos Por Ferreira
Bolsas despencando e alavancando, pacotes gigantescos de financiamentos sendo rejeitados e aprovados, países confiáveis se tornando desconfiáveis, investimentos certos se tornando incertos, a Europa e os Estados Unidos com temores de recessão e os Emergentes passando por apuros menores que as grandes economias.
Este é o cenário que está sendo apresentado com a crise que o mundo passa. A dificuldade e o encarecimento do crédito já se tornaram visíveis. Todas essas reviravoltas tiveram inicio com a venda de casas americanas com baixas garantias de pagamento. Uma tática dos grandes bancos para lucrar sem precedentes acabou fazendo com que eles quebrassem desestabilizando assim toda a economia mundial. A movimentação do capital se espalhou largamente por que os bancos compartilharam entre si estes créditos, chamados de “créditos podres”, e movimentou capitais de diversas outras economias relacionadas às hipotecas, a indústria de base, por exemplo, foi uma das afetadas, por conta do fornecimento de materiais para as construções dos imóveis.
Todo reboliço da bolha se iniciou no dia 15 de setembro de 2008 quando o banco Lehman Brothers entrega um pedido de concordata e o Merrill Lynch é vendido para o Bank of America. Neste momento foram demonstrados os reflexos das vendas inapropriadas. Os bancos americanos começaram aos poucos a quebrar. Para que um banco se declare quebrado é necessário que as dividas ultrapassem consideravelmente o patrimônio que instituição possui. Um exemplo onde este problema pôde ser visto claramente foi a situação que se encontrava o banco Golman Sachs, ele possuía uma divida de aproximadamente 1,1 trilhão de dólares e um patrimônio de 45 bilhões de dólares, o que fazia com que as dividas do banco fossem 24 vezes maior que seu capital. Com estes dados foi possível demonstrar que uma corrida para estabilizar as finanças destes bancos americanos deveria ser feita o quanto antes.
No dia seguinte a seguradora AIG foi salva pelo FED (Federal Reserve, o banco central americano), um empréstimo de 85 bilhões de dólares foi o responsável por esta salvação, no mesmo dia foram injetados 70 bilhões de dólares na economia para garantir a liquidez do sistema, ou seja, fazer com que o capital interno aumente, para assim não depender demasiadamente do capital estrangeiro.
Com a quebra dos bancos o auxilio do Governo americano era necessário, comprar os títulos garantindo assim credibilidade perante os mercados internacionais, para salvar a economia foi o plano adotado depois de diversas conversas e reuniões. Foi realizado então um plano de combate a crise, onde seriam injetados 700 bilhões de dólares no mercado financeiro para a recuperação dos títulos podres. Durante este período a economia mundial sofreu outro grave golpe, a Europa mostrou que também estava contaminada pela bolha financeira. Apesar de todos estes sinais, no primeiro momento o plano de resgate bilionário foi barrado na Câmara de Representantes americana, isso fez com que os investidores temessem um caos completo do sistema financeiro e recuassem, o causou uma queda brusca nas bolsas de valores. A possível falta de ação do governo americano fez com que a crise de 1929 voltasse à cabeça de todos, isso porque na época o Estado deixou que as empresas falissem.
Hoje, após a aprovação do pacote de apoio a crise, o mercado respondeu com euforia, a própria aprovação fez com que as bolsas atingissem picos, após dias de quedas. Porém essa euforia vem a cada dia se esvaindo e voltando tornando o mercado incerto, isto porque existem especulações sobre a eficiência dos pacotes oferecidos pelos governos. Os bancos não confiam mais em seus iguais, apenas os bancos estatais têm certo status de garantia.
No Brasil, as empresas se estruturam para receber o impacto da crise, algumas projetam novas metas para 2009, outras as mantêm. A maneira que encontraram de mostrar mais confiança ao investidor financeiro e ao mercado foi realizando uma operação chamada Programa de Recompra de Ações (PRA), que consiste como o próprio nome diz, na recompra das ações da empresa. Os emergentes irão sofrer menos com a crise, porém serão afetados, não se sabe ao certo em quais proporções, mas empresas brasileiras estão se precavendo realizar estas compras é uma das maneiras. É necessário que haja confiança para haver investimento e mostrar que apesar dos problemas financeiros mundiais é possível investir em seu próprio capital é um bom sinal.